Segunda-feira, 30 de Abril de 2007

André Trocmé

Desafiando o governo colaboracionista de Vichy, os habitantes de Le Chambon-sur-Lignon esconderam nas suas casas 5000 judeus, na maioria crianças. Deram-lhes refúgio, identificações falsas, educação para os filhos, cartas da racionamento e transporte seguro para a Suíça. Descendentes dos huguenotes, os primeiros protestantes da França católica, sabiam o que eram estar na pele dos perseguidos. Sob a liderança do jovem padre André Trocmé, o povo de Chambon sentiu que era seu dever ajudar as pessoas necessitadas, sem pensar que as suas acções podiam ser heróicas ou perigosas.

Biografia de André Trocmé
publicado por MJ às 10:06
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Sábado, 28 de Abril de 2007

130 sobreviventes da Shoah morrem diariamente no mundo

As últimas testemunhas do horror nazi desaparecem dia após dia, ao contrário do anti-semitismo que aumenta de forma inquietante. O instituto responsável pelas pesquisas sobre o racismo e o anti-semitismo da Universidade de Televive publicou um relatório que revela que o ano de 2006 foi o ano recorde em número de actos anti-semitas em todo o mundo, em comparação com os últimos seis anos. Segundo o relatório, cerca de 590 actos violentos contra judeus foram registados em todo o mundo (406 em 2005). O mais inquietante é a multiplicação do número de violências físicas; em 2006 foram registadas 269 agressões físicas contra 132 em 2005. A maioria das agressões foi praticada por pessoas de religião muçulmana. Os países com maior número de actos anti-semitas são a Grã-Bretanha, a Austrália, a França e o Canadá.
publicado por MJ às 20:57
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Quarta-feira, 25 de Abril de 2007

Leitura obrigatória no Kontratempos

«A EUROPA, O HOLOCAUSTO E O NEGACIONISMO. Foi recentemente aprovada uma proposta para proibir em toda a União Europeia a negação do Holocausto. A iniciativa da Alemanha suscitou a oposição dos países escandinavos, da Irlanda e do Reino Unido, com uma razão fundamental que também partilho: a liberdade de expressão.Entendamo-nos sem margem para erros. O século XX europeu foi o ventre de uma das maiores tragédias da Humanidade e certamente aquela que mais brutalmente evidenciou até onde podem ser levados o anti-semitismo, o racismo e as ideologias de massas. Nada disso é discutível. O Holocausto traduziu-se num genocídio que industrializou a morte, a barbárie e a chacina metódica de seres humanos pelo simples facto de terem uma história, uma religião e uma cultura. De serem humanos.

:: Campo de concentração nazi ::

Perante o abismo sanguinário que foi alimentado muito longe das linhas da frente da Segunda Guerra Mundial, nos tenebrosos campos do Leste, choca-nos -- e bem -- que alguém possa colocar em causa a dimensão e o significado do Holocausto. Mas há quem o queira fazer: os dirigentes do Irão, os extremos ideológicos europeus, os «historiadores» negacionistas. Logo, não importa tanto quem o faça, mas qual a melhor forma de lidar com essas ofensivas.O anti-semitismo, a xenofobia e o incitamento ao ódio devem ser radicalmente punidos em todos os países democráticos e tolerantes -- e regra geral já o são. Podemos então afirmar que o negacionismo do Holocausto é em si mesmo uma manifestação de anti-semitismo? Certamente. Mas não é matéria de índole criminal. As margens são complexas, bem sei, e não é fácil distinguir propaganda anti-semita de «divergências políticas», sobretudo quando o Holocausto não é matéria de divergência política e sabemos perfeitamente que os grupos radicais anti-semitas utilizam o delito de opinião para salvaguardar a prática de actos delinquentes.Mesmo sabendo tudo isso, continuo a não concordar com a proposta da Alemanha -- orientada pelos melhores motivos, não discuto -- que foi imposta aos outros países da UE. Por um motivo simples: ela não protege os judeus nem a memória dolorosa da Holocausto. Falha completamente nesse objectivo e irá fortalecer os radicais negacionistas na sua causa, rapidamente transmutável numa bandeira de liberdade de expressão reclamada pelos herdeiros das ideologias assassinas do século XX europeu.Há igualmente o problema muito acentuado da uniformização de uma lei destas à escala europeia e do perigo de se estabelecerem escalas e graus de comparação entre o Holocausto e outras barbáries. Isso já foi visível quando os países do Leste se organizaram para equiparar a suástica à foice e ao martelo e proibir ambos os símbolos em toda a UE. Será que qualquer um dos países europeus que teve a sorte de ficar do lado certo do Muro de Berlim pode em rigor negar às vítimas do terror comunista uma equivalência moral com outros abismos ideológicos das últimas décadas? Não pode, claro. Mas também não deve aceitar quaisquer proibições.

:: Prisioneiros num gulag soviético ::

Todavia, para que isso seja possível, não podem existir crimes mais criminosos do que outros, mais susceptíveis de serem criminalizados do que outros, com mais ou menos mortos do que outros. As discussões não podem nunca ir por aí. O Holocausto tem uma excepção moral que eu partilho até à última molécula, que defenderei contra todas as investidas, mas a proibição do negacionismo é um erro. Por muito duro e complexo que isso possa parecer, só assim será possível vivermos conjuntamente nas sociedades democráticas que erguemos depois de todos os choques do século XX. Não há outra forma. Ou não abrimos de todo esta caixa de pandora, ou nunca mais a conseguiremos fechar.»
Tiago Barbosa Ribeiro
publicado por MJ às 00:20
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«Notas de viagem 7»

«O Diário de Anne Frank deve ter sido um dos primeiros livros “adultos” que li no início da minha adolescência. Já conhecia, nomeadamente dos filmes americanos que devorava e do que se falava em casa, os factos mais marcantes da Segunda Guerra Mundial e sabia o que era o Holocausto. A leitura do Diário marcou-me imenso e anos mais tarde ao relê-lo senti também uma cadeia de emoções. Das vezes anteriores em que estive em Amesterdão, nunca consegui ver a Casa de Anne Frank, por isso desta vez decidi que teria de o fazer, apesar de saber que pouco havia para “ver” (a visão é um dos sentidos que mais é estimulado numa ida a um museu: no museu vê-se). Não me enganei: havia pouco para ver. Uma estante que escondia umas escadas, e um aperto no coração ao subi-las. Uns espaços pequenos, um quartinho com fotografias de actores e actrizes coladas na parede a lembrar-nos que a adolescência é sempre a adolescência, uma cozinha/sala/quarto, um sótão e a dificuldade em perceber como oito pessoas ali viviam e conviviam. Mas o detalhe que mais me impressionou e ao qual maior valor simbólico atribuí, foi um caderno manuscrito de Margot, a irmã de Anne, com os seus trabalhos e deveres de Latim. A familiaridade desse objecto, o facto de mesmo em guerra, mesmo em privação, se manter a vontade de aprender de estudar, de se valorizar, o facto de se impor uma disciplina e uma normalidade, numa altura em que qualquer um “compreenderia” a “falta de motivação”, as “dificuldades” os “desajustes” as “dissonâncias” as “frustrações” as depressões” ou outras desculpas com aval dos psicólogos de serviço é verdadeiramente comovente. Ali estava uma rapariga nova de uma família abastada a quem nada faltava e a quem o futuro sorria, perseguida, escondida, humilhada, privada da vida normal e de tantos bens materiais a que sempre teve acesso e sem saber o que o futuro lhe traria, a fazer trabalhos de Latim. De facto a casa tem pouco que “ver”, mas aquele caderno é um completíssimo tratado sobre a vida: é só querer ver.»
JCD
publicado por MJ às 00:10
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Segunda-feira, 23 de Abril de 2007

Romagem a Buchenwald

15 de Abril de 2007
Comemoração do 62º aniversário da libertação do campo de concentração de Buchenwald
publicado por MJ às 21:36
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Quarta-feira, 18 de Abril de 2007

A demissão do ensino britânico

O Jerusalem Post divulga um estudo sobre algumas escolas britânicas que renunciam falar do Holocausto nas aulas de história com medo da minoria muçulmana, por vezes violenta, que nega que os judeus tenham sido exterminados pelos nazis. Um grande número de professores britânicos evita afrontar o anti-semitismo latente e o negacionismo dos estudantes muçulmanos.
Conheça a opinião de Barry Rubin sobre este assunto.
publicado por MJ às 11:10
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Campanha contra o ódio

Ideias para uma actividade positiva e pedagógica.
Campanha contra o ódio nos campos universitários promovida pela US Commission on Civil Rights
publicado por MJ às 10:52
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Memorial do Holocausto de Berlim

Construção de um não-lugar
Após 17 anos de críticas, debates, escândalos e concessões em 2005 foi inaugurado o Memorial do Holocausto de Berlim. O resultado é um lugar construído, quase um não-lugar, uma lembrança dedicada aos judeus assassinados e não um registro das barbaridades em si.
Em 90 mil metros quadrados, 2711 colunas. A cor, o cinza escuro. A referência automática, um cemitério, mesmo que esta associação seja recusada por Peter Eisenman. "A simplicidade é talvez o que provoca", assinala o arquitecto.

Personificação do horror
No subterrâneo, ao qual se acede através de uma escada que se encontra quase "de repente", está instalado o Centro de Informações. Nenhuma placa, nenhuma indicação. Na entrada, seis rostos, com os nomes e origem, personificam de forma directa a morte dos seis milhões de judeus. As cores: preto, branco e cinza. São quatro espaços quadrados.
"É um grito silencioso no espaço climatizado. As imagens são relativamente pequenas, há poucos registros das montanhas de cadáveres, quase nada do horror das câmaras de gás, dos tiros, dos espancamentos, enforcamentos, torturas até a morte. À abstracção do Memorial corresponde uma certa decência da documentação", observa o diário Der Tagesspiegel.
Um banco de dados dispõe cerca de 700 biografias, uma amostra do total de seis milhões de vítimas da Shoah. A partir do momento em que estes indivíduos, com seus nomes e dados biográficos – idade, profissão, estado civil e condições em que morreram – são extraídos do todo, o visitante vê-se confrontado com histórias individuais, pessoais.

Dimensões da memória
Para o visitante que circula entre as colunas e depois desce "aos porões", a existência do Memorial provoca, como descreve o diário Der Tagesspiegel, "uma pequena viagem: do nós até o eu. Visto de fora, o Memorial é dominado pela massa pura, por suas dimensões, pela amplitude do campo de colunas em cinza escuro. Neste momento, a percepção tende a ser colectiva, abstracta, geral – não importa se gostando ou não da arquitectura de Eisenman. Dentro, o indivíduo entra em contacto com as lembranças individuais".
O filósofo italiano Giorgio Agamben, em texto publicado sobre o Memorial no semanário Die Zeit, vê o mérito da obra de Eisenman exactamente "no limiar entre as duas dimensões topográficas: uma sobre o solo, exposta, mas na qual nada se lê. E outra subterrânea, onde se tem acesso à leitura".
Estetização da História
Bildunterschrift: Outra preocupação dos críticos avessos à existência do Memorial é o medo de que os cenários originais dos horrores do Holocausto fiquem esquecidos, quase "às moscas", como denunciam alguns. E isso sem esquecer que muitos deles ficam às portas de Berlim, como Sachsenhausen. "Não seria apenas lamentável, mas escandaloso, se os outros pequenos memoriais que existem nos cenários originais, a longo prazo, viessem a pagar o preço pela construção do Memorial em Berlim", observou Paul Spiegel, presidente do Conselho Central dos Judeus na Alemanha.
Outras questões vêm inevitavelmente à tona: Será o Memorial uma forma de representar publicamente a culpa, como forma de selar o passado de "normal"? Trata-se de expor a História, para dela se livrar? "As lembranças dos sobreviventes do nazismo desaparecem. A lembrança imediata do vivido é mediatizada. A História transforma-se em imagem. Com o Memorial do Holocausto os cenários originais e os campos de concentração perdem em interesse. O espaço urbano encenado passa a ocupar, para muitos, o lugar dos cenários originais. A História é estetizada", conclui o diário taz.



Memorial do Holocausto
Situado nas proximidades da Porta de Brandemburgo, Potsdamer Platz e do Reichstag.
publicado por MJ às 00:20
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Terça-feira, 17 de Abril de 2007

Vítimas portuguesas do Holocausto

«O número de portugueses que morreu durante o holocausto nazi, é calculado em quase 1 milhar de pessoas. Quando visitamos o museu de Yad Vashem (Museu do Holocausto - Jerusalém) ficamos surpreendidos quando vemos o mapa-mundi das vítimas da barbárie nazi. Mais surpreendente é conhecer os milhares de sobrenomes portugueses que se encontram nas listas de vítimas judias; Pereira, Oliveira, Rodrigues, Cunha, Silva, Mendes, Pinto, Teixeira, Nunes e muitos outros podem ser encontrados na "database" do Yad Vashem. Estes judeus eram descendentes daqueles que tinham sido expulsos pela inquisição portuguesa. Amesterdão (e toda a Holanda), Bélgica, Hamburgo, Paris, Bordéus, Roma, Milão, Sarajevo (e um pouco por toda a Jugoslávia), Salónica (e restante Grécia), Bulgária e noutros locais pouco prováveis podemos encontrar as origens das vítimas com apelidos lusos. Faça uma busca aqui. Coloque o seu próprio apelido. Podia ter sido você!»
Júlio Silva Cunha
publicado por MJ às 23:37
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Gulag, Campos de Extermínio, Primo Levi

Tenho lido várias reportagens e artigos sobre os campos de concentração do regime soviético, os tristemente famosos gulag.
Modernamente, com o grande surto de revisionistas históricos desse período, o nazismo é equiparado ao comunismo staliniano.
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Quanto a crueldade, sofrimentos e número de vítimas, equivalem-se; disso não subsiste a mínima dúvida. Todavia, se queremos dar um rigoroso significado ao prefixo da palavra desumanidade, então devemos considerar o nazismo com outros parâmetros.
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Conhecemos por que foram criados os gulag: escravatura como mão-de-obra grátis para os projectos económicos; aniquilamento de todos aqueles que perturbavam o andamento da marcha dos potentes da famigerada ditadura do proletariado. Desconfiava-se de tudo e de todos e ninguém estava seguro da própria incolumidade: pessoas e comunidades.
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Os campos de extermínio hitlerianos foram estudados para a desumanização e, consequentemente, o extermínio de pessoas que não deviam ter direito à vida, porque faziam parte de uma raça inferior: sub-humanos que deviam ser eliminados.
É nisto que reside todo o horror, hediondez e unicidade do nazismo.
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PRIMO LEVI
Tive o prazer de o conhecer pessoalmente. Foi uma apresentação casual e confesso que senti uma grande emoção ao apertar a mão do escritor e de uma vítima que se salvou do campo de extermínio.
Quando se suicidou, eu ainda vivia em Turim. Custou-me a aceitar aquele suicídio. Talvez pela grande simpatia que me inspirava, pelo escritor que admirava, por uma figura ilustre que desaparecia.
Pessoas amigas, que o conheciam bem, negavam o suicídio; acreditavam mais num acidente. Oxalá que assim tivesse sido. Doía-me saber que ele não resistiu à angústia que nunca mais o abandonara desde que foi deportado.
Alda M Maia
publicado por MJ às 00:09
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Segunda-feira, 16 de Abril de 2007

Agenda: Primo Levi e Amos Oz

O Museu da Resistência de Turim e o Centro de Resistência de Lyon inauguram no próximo dia 17 uma mostra sobre a vida de Primo Levi. Um dia antes, em Nova Iorque, será entregue ao escritor Philip Roth um prémio da Fundação Grinzane Cavour dedicado a Levi. Em 24 de Maio, também em Turim, é celebrado um congresso literário com o tema «Os lugares de Levi, entre a literatura e a memória». Em Espanha a editora Belacqua publicou recentemente uma biografia escrita por Ian Thomson.

Em Portugal, o jornal Público oferece, com a sua edição de Terça-feira, dia 17, o livro Contra o Fanatismo: «Nascido na Jerusalém dilacerada pela guerra, Amos Oz observou em primeira mão as consequências nefastas do fanatismo. Neste livro, composto de três ensaios, o autor oferece-nos uma visão única sobre a verdadeira natureza do fanatismo e propõe uma abordagem racional que permita resolver o conflito israelo-palestiniano.
A brilhante clareza destes ensaios, acompanhada pelo sentido de humor irónico de Amos Oz dão uma nova vida a este debate.»
«Amos Oz é a voz da sanidade que sobressai no meio da confusão.» Nadine Gordimer
«O livro de Amos Oz Contra o Fanatismo é um relâmpago no meio da noite, com a diferença de ficar a brilhar durante muito tempo.» Francisco José Viegas
publicado por MJ às 01:24
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Domingo, 15 de Abril de 2007

A cerimómia de Lisboa vista por Kiki Anahory Garin

Sêlo postal emitido pelos CTT em 2004, comemorativo do centenário da Sinagoga Shaaré Tivká


O Dia de Recordação do Holocausto e do Heroísmo comemora-se em Israel a 27 de Nissan do calendário judaico, que como sabem difere do nosso que é o gregoriano. Esta data foi estabelecida pelo Knesset de Israel em 1959, e é feriado nacional; a maioria dos estabelecimentos estão encerrados, as bandeiras a meia haste… é um dia de luto nacional.
Este ano, o Yom Hashoá é celebrado, amanhã, dia 16 de Abril, tendo como tema principal: “Testemunhas e Testemunhos: até que saibam as últimas gerações”, ou seja, que o testemunho dos sobreviventes possa ser transmitido de geração em geração.
As Comemorações, de acordo com as tradições judaicas, começam na véspera ao pôr‑do‑sol e terminam no final do dia seguinte.
Incluem diversas cerimónias oficiais, colóquios e conferências algumas dedicadas especialmente aos jovens, tendo como objectivos principais, por um lado, recordar os 6 milhões de judeus assim como os cerca de 2 milhões de não-judeus vítimas do regime nazi, por outro, homenagear todos aqueles que, mesmo pondo em risco as suas vidas, ajudaram a salvar os judeus, e por último, ensinar às novas gerações o que foi o Holocausto.
A televisão e a Rádio transmitem não só as cerimónias, mas também programas alusivos a esta página negra da história dos Judeus e da Humanidade.
As Comemorações têm lugar por todo o pais, mas as principais decorrem no Yad Vashem, em Jerusalém.
Este Memorial do povo Judeu aos seus cerca de 6 milhões de mortos durante o Holocausto(calcula-se que cerca de 1,5 milhões eram crianças) engloba não só, um enorme complexo de museus, onde se podem ver diversas exposições, assistir a conferências e filmes sobre este genocídio, mas também, monumentos, memoriais e jardins, entre eles o Jardim dos Justos dedicados à memória dos não‑judeus que ajudaram a salvar um judeu que fosse dos horrores do nazismo.
Destas cerimónias destaco algumas por serem as mais significativas:
Dia 15 de Abril
Às 20.00 horas:
Cerimónia de Abertura do Dia da Lembrança do Holocausto, com a presença do Presidente e do Primeiro-ministro de Israel, de altas individualidades, de sobreviventes, seus filhos e família, na esquina da Praça do Ghetto de Varsóvia.

Nesta cerimónia, 6 Tochas, representando os 6 milhões de Judeus, são acendidas por 6 sobreviventes.
Dia 16 de Abril
Às 10.00 horas:
As sirenes aéreas soam durante 2 minutos. Durante este período, o trabalho é interrompido, transportes públicos e automobilistas param… Israel mantém-se inerte e em silêncio em memória das suas vítimas.

Das 10.30 às 12.30 horas:
Tendo como tema “Sob cada pessoa existe um nome”, membros do público, vão lendo os nomes das vítimas.

Às 13.00 horas:
Cerimónia principal que decorre no “Hall of Remembrance”.

Um dos momentos mais altos deste dia é, quando diversas personalidades, nomeadamente, os sobreviventes e familiares das vítimas, depositam flores no solo, em frente das Tochas.
Às 19.00 horas:
Final das cerimónias com uma conferência sob o tema: “Encontrar a Força”.

Provavelmente, alguns dos que me estão a ler, estranham o facto de existirem duas datas diferentes para recordarem o mesmo acontecimento, pois como sabem as Nações Unidas, em Novembro de 2005, instituíram o dia 27 de Janeiro como “O Dia Internacional de Recordação das Vítimas do Holocausto” (ver meu post na Tag Holocausto).
Também eu fiquei intrigada com este facto. Tentei encontrar uma explicação mas nada descobri.
Nos últimos anos, foram vários os países e muitas as Comunidades Judaicas, espalhadas pelo Mundo, que adoptaram o dia 27 de Nissan, como o Dia da Recordação do Holocausto e do Heroísmo.
A Comunidade Israelita de Lisboa associou-se também a este dia. A sua Vice‑presidente, Esther Mucznik, explicou durante os noticiários da Rádio Europa Lisboa (90.4 FM) o significado da Cerimónia que se realizou hoje às 19.45 na Sinagoga de Lisboa.
Foi com grande orgulho mas de coração pesado que estive presente na Cerimónia que decorreu na Sinagoga de Lisboa, prestando assim a minha homenagem aos 6 milhões de Judeus mortos, bem como a todas as outras vítimas do Holocausto.
Foi uma cerimónia simples mas muito comovente, pois além de um vídeo com testemunhos de sobreviventes, foram ainda lidos diversos testemunhos.
Seguindo o lema de que: “Sob cada pessoa existe um nome” foram, também, lidos dezenas de nomes de vítimas, cujos familiares pertencem a esta Comunidade. Foi observado um minuto de silêncio.
Seguiu-se uma pequena cerimónia religiosa em memória de todas as vítimas.

Não podemos esquecer e menos ainda deixar esquecer, pois os mortos do Holocausto não são simples números mas sim pessoas com um nome.
Termino com uma inscrição que consta da base de dados do Yad Vashem, que inclui mais de 3 milhões de nomes de vítimas do Holocausto.
“Gostaria que alguém recordasse que um dia, algures, viveu uma pessoa chamada David Berger”.
Shalom, Kiki Anahory Garin

publicado por MJ às 23:38
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Relatório alarmante

Na véspera do Yom Hashoa, jornada nacional em memória dos 6 milhões de judeus mortos nos campos de concentração, um relatório do Fundo de assistência aos sobreviventes da Shoah revela que um terço dos últimos sobreviventes vivem no limite da pobreza. Cerca de 80.000 sobreviventes sofrem de problemas dentários, auditivos, visuais ou emocionais acima da média geral da população. Até ao momento o governo só se ocupou de metade destes casos. Ontem, à noite, centenas de manifestantes reuniram-se em frente ao museu de Telavive para sensibilizar o governo para esta preocupação. Uma dos participantes, a deputada trabalhista Colette Avital – que já ocupou o cargo de embaixadora de Israel em Portugal – declarou: «Iniciámos uma luta sem compromisso para que o governo aprove a lei para os sobreviventes da Shoah».
publicado por MJ às 22:02
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Distensão numa relação ainda frágil

O núncio apostólico, monsenhor Antonio Franco, anunciou à agência Ansa, e citado pelo La Repubblica, que participaria nas comemorações das vítimas do Holocausto, previstas para esta noite no Yad Vashem, contrariando a intenção de não participar em protesto pela legenda que memorial colocou na foto do Papa Pio XII.
O volte face deu-se quando o presidente do Yad Vashem, Avner Shalev, escreveu ao núncio prometendo-lhe «reconsiderar o modo como o papa Pio XII é apresentado».
«Nunca tive intenção de dissociar-se das celebrações mas simplesmente chamar a atenção para o modo como o papa é apresentado. Assim não há motivo para manter esta tensão e, portanto, participarei na cerimónia», concluiu Monsenhor Franco.
publicado por MJ às 19:24
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Nunca mais!

publicado por MJ às 00:03
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Sábado, 14 de Abril de 2007

Homenagem às vítimas do Holocausto: 15 Abril

O blogue Jazza-me Muito informa que «A Rádio Europa Lisboa recorda, este Domingo, dia 15, o genocídio de 6 milhões de judeus pelos nazis.
A Sinagoga de Lisboa homenageia as vítimas do Holocausto, ao fim da tarde (19h45). Ao longo do dia, em 90.4 fm, Esther Mucznik, Vice-Presidente da Comunidade Israelita de Lisboa, explica o significado desta homenagem, nos noticiários da Europa.
publicado por MJ às 21:32
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Sexta-feira, 13 de Abril de 2007

O Holocausto entra na campanha eleitoral francesa

François Bayrou acusou Nicolas Sarkozy de prejudicar as relações franco-alemãs insinuando que o candido da UMP teria acusado o povo alemão do genocídio judaico.
Numa entrevista, Sarkozy afirmou algo diferente: «É um enigma que um grande povo democrata tenha participado, através de eleições, na loucura nazi».
publicado por MJ às 17:10
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A Sublevação do Gueto de Varsóvia

O Gueto de Varsóvia foi estabelecido formalmente em 2 de Outubro de 1940. Seis semanas mais tarde, em 15 de Novembro, foi cercado por muros, como se vê nesta foto de 1941. No gueto, os direitos dos judeus eram limitados, as suas condições de vida eram deploráveis e estavam restritos a uma pequena área, facilitando a deportação para os campos de extermínio.


Durante a Segunda Guerra Mundial, num dos períodos mais sanguinários da história da Humanidade, a perseguição aos judeus assumia proporções inéditas nos países ocupados pela Alemanha.
Fiel ao programa de eliminação dos judeus, traçado no livro Mein Kampf (A Minha Luta), Hitler estava determinado a atingir os seus objectivos e a realizar a sua obra. Grande parte dos judeus que tinham sido deportados da Alemanha e da Áustria já haviam morrido nos campos de concentração, enquanto milhares de outros estavam a caminho do mesmo trágico fim.
No entanto, o destino final das vítimas ainda era ignorado pela maioria. Apenas o Vaticano, em função da presença dos representantes ao redor dos campos da morte nazis, tinha informações precisas sobre o que estava acontecendo aos judeus. Porém, apesar de receber constantemente relatórios sobre os factos, o papa Pio XII – então líder supremo da Igreja Católica – permaneceu calado. Nada, então, podia deter o monstruoso plano de extermínio de Hitler, face ao silêncio daquela que era a única potência moral que detinha o poder e os meios para modificar a grande indiferença – ou mesmo conivência –dos habitantes das povoações de onde os judeus eram deportados.
[...] A parte que tocou ao povo judeu disperso na Diáspora (Dispersão) foi calcada na perseverança e resignação e na esperança de um dia ver, finalmente, a justiça triunfar sobre o ódio – um ódio que fora disseminado pela Europa, durante 18 séculos, através de ensinamentos cristãos baseados em calúnias e desprezo. Mas as raízes desse mal já eram tão profundas que o povo judeu, mais uma vez, teve que vivenciar as trágicas consequências do preconceito.
Quando o governo alemão se instalou na Polónia, em Outubro de 1939, uma de suas primeiras providências foi transferir e aprisionar, no exíguo espaço do antigo bairro judeu, os 400 mil judeus de Varsóvia. Em condições normais, esse bairro tinha a capacidade para abrigar apenas 60 mil pessoas. Um muro foi rapidamente levantado para isolar completamente o bairro, que tornou-se um "gueto" no sentido mais exacto e nefasto da palavra. Aos judeus de Varsóvia presos no gueto somaram-se rapidamente 100 mil outros, evacuados dos povoados vizinhos. Toda essa população vivia em condições sub-humanas. Em cada cómodo disponível viviam em média 13 pessoas, enquanto grande parte da população não tinha sequer um abrigo.
A resistência judaica começou a formar-se no início de 1940, mas apenas no dia 2 de Dezembro de 1942 foi organizado um grupo de combate, reunindo todas as tendências políticas possíveis.
No dia 9 de janeiro de 1943, Himmler, chefe supremo da Gestapo, chegou, de surpresa, a Varsóvia, indo até o gueto. Ali se decidiu a ordem de destruí-lo e exterminar todos os seus habitantes. Assim, no dia 18 de janeiro de 1943, vários batalhões da SS marcharam rumo ao gueto, mas, pela primeira vez, os alemães foram recebidos ao som de granadas e metralhadoras. Após sofrerem muitas baixas, as tropas da SS foram obrigadas a retirar.
Os líderes da sublevação, encabeçados por Anilevitch, então com 24 anos, fizeram um apelo ao mundo exterior. Palavras carregadas de emoção foram transmitidas por uma rádio clandestina: "Declaramos guerra à Alemanha, a declaração de guerra mais desesperada que já foi feita. Organizamos a defesa do gueto, não para que o gueto possa defender-se, mas para que o mundo veja a nossa luta desesperada como uma advertência e uma crítica".
Depois de uma trégua de três meses, em 19 de Abril de 1943, forças alemãs e colaboracionistas polacos, ucranianos e lituanos cercaram o gueto. Por duas vezes, os atacantes foram rechaçados, com inesperada força, pelas armas dos defensores do gueto. Após sofrer perdas consideráveis, os atacantes acabaram fugindo de forma desorganizada. Para os defensores do gueto, o desespero era a sua força e no telhado mais alto tremulava a bandeira azul e branca de Sião.
Diante de tamanha resistência, o comandante alemão Jürgen Stroop recebeu ordem pessoal de Hitler para usar de todos os meios a fim de destruir o gueto: artilharia, blindados, lança-chamas, gás asfixiante. Era uma luta corpo a corpo nas ruas, nas casas, sala por sala, sobre os telhados, nas caves, nos esgotos. Finalmente, no ataque final, a aviação alemã teve que intervir para acabar com os últimos focos de resistência.
Em 8 de Maio de 1943, Mordechai Anilevitch, a esposa e seus companheiros tombaram, armas em punho, após recusarem render-se, mesmo com a promessa de terem as vidas poupadas.
Em 16 de Maio, o general Stroop enviou um telegrama a Hitler: "O bairro judeu de Varsóvia já não existe". O general do "Herrenvolk" (Povo de Senhores, tão exaltado pelos nazis) estava orgulhoso de seu feito. Para festejar, mandou dinamitar a grande sinagoga de Varsóvia, "comemorando", assim, a fase final da exterminação daquela que havia sido uma das grandes comunidades judaicas da Europa.
Ao mesmo tempo, Schmuel Zigemboim, único judeu membro do Conselho polaco, exilado em Londres, suicidou-se para protestar contra aquilo que chamou de "conspiração do silêncio". Numa nota enviada à imprensa, dizia: "Ao assistir sem reacção alguma à matança de milhões de seres inocentes e indefesos, os países livres do mundo ocidental tornaram-se cúmplices dos assassinos".
Essa acusação era dirigida à resistência polaca, que ignorou os apelos feitos pelos moradores do gueto. Excepto alguns patriotas – que o Yad Vashem (Instituto em Memória do Holocausto, em Jerusalém) mais tarde homenagearia – os polacos, na sua grande maioria, preferiram deixar o "problema judeu" por conta dos alemães. Quando algumas centenas de sobreviventes do gueto puderam juntar-se à resistência, em sua maioria polaca, muitos foram assassinados de forma vil pelos fascistas polacos que colaboravam com os nazis. Mais tarde, quando eles mesmos pediram ajuda aos russos, estes tiveram a mesma atitude: fingiram não ouvir, permitindo aos alemães massacrar sem piedade 150 mil polacos.
Mas as acusações mais amargas foram feitas aos dirigentes do mundo livre. Todos podiam ter feito muito para impedir ou pelo menos retardar o genocídio mais monstruoso da História. Mas nada fizeram. Só viram a terrível realidade da barbárie nazi depois de descobertos os campos da morte, os fornos crematórios ainda fumegantes e os restos humanos empilhados.
Quando o monstro nazi foi abatido, o mundo, estarrecido, gritou: "Nunca mais!" As nações livres juraram ser, no futuro, vigilantes quanto a qualquer nova tentativa de crimes contra a humanidade. Mas, infelizmente, por várias vezes, esse juramento não foi cumprido e eles foram e são cometidos até os dias de hoje.

Extraído de www.morasha.com
publicado por MJ às 12:44
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Esclarecimento

Sinagoga da Comunidade de Santiago

Na sequência da informação que circula net e que foi aqui citada anteriormente, o director executivo da Comunidade Judaica do Chile esclarece que David Feuerstein e Ricardo Israel não participam na conferência «Holocausto ou Holocuento». Presumo que tudo não passe de uma peça de desinformação, uma vez que a mesma fonte também afirma que local mencionado para o encontro não foi reservado. Correcção efectuada e satisfação por ser assim.
publicado por MJ às 10:05
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Quinta-feira, 12 de Abril de 2007

Polémicas dispensáveis

Papa Pio XII em 1956 (Emmevi)

O memorial Yad Vashem de Jerusalém recebeu com «comoção e decepção» a recusa do representante do Vaticano em Israel em assistir às cerimónias de recordação das vítimas Shoah nesse museu, uma ausência que o núncio atribuiu ao seu desejo de respeitar a memória do Papa Pio XII.
«Fico aborrecido em ir ao Yad Vashem e ver como Pio XII está ali representado», declarou o monsenhor Antonio Franco, núncio apostólico em Israel, falando hoje à agência de notícias dos bispos italianos, SIR, confirmando assim a informação publicada pelo jornal israelita
Yediot Ahronoth (Ynet).
«Estamos abalados e decepcionados por o representante do Vaticano em Israel ter escolhido não respeitar a memória da Shoah ao não participar na cerimónia oficial em que o Estado israelita e o povo hebraico recordam as vítimas. Isto contradiz as declarações do Papa expressas durante a visita ao Yad Vashem, sobre a importância de recordar a Shoah», assinala uma nota emitida pelo Yad Vashem, citada pelo Corriere della Sera.
Pio XII, que esteve à frente a Igreja católica entre 1938 e 1958 e aparece numa imagem exposta numa das salas do museu, inaugurado em 2005, e cuja legenda faz menção à acção controversa do Papa em relação ao regime nazi.
Muitos historiadores destacam a passividade de Pio XII, enquanto o Vaticano enfatiza as suas intervenções para tentar salvar os judeus de Roma da deportação quando a cidade foi ocupada pelas tropas de Hitler.
publicado por MJ às 19:19
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De loucos...

No mesmo dia (15 de Abril) em que se celebram um pouco por todo o mundo as cerimónias de recordação das vítimas do Holocausto, em Santiago do Chile acontece um encontro bizarro denominado «Holocausto ou Holocuento?». Organizado pelo Instituto Revisionista por la Libertad de Expresion tem o patrocínio de uma Universidade de Concepción e da Editorial Científica ‘Serguei Nilus’. Não deixa de ser curioso que uma pretensa editora científica tome o nome do falsário Serguei Nilus, primeiro editor russo dos Protocolos dos Sábios de Sião. Colaboram na iniciativa o site neo-nazi Libre Opinión, a Rádio Islão, do muçulmano e panfletário nazi Ahmed Rami, e a Asociación de Jóvenes por Palestina. Entre os oradores encontramos Miguel Serrano, papa espiritual dos neo-nazis místicos que gosta de posar junto a fotos do jovem Adolfo [clique no cartaz para o ampliar], e Pedro Varela, antigo fuhrer de uma organização neo-nazi espanhola.
Que dois nazis de opereta queiram dar uma conferência para quatro cabeças rapadas é um direito que lhes assiste. Mas o que motiva David Feuerstein, presidente da Sociedad Chilena para Yad Vashem, vir caucionar e promover este acontecimento?
publicado por MJ às 00:10
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Quarta-feira, 11 de Abril de 2007

Homenagem às vítimas do Holocausto em Lisboa





ACTO SOLENE DE YOM HASHOÁ
EM HOMENAGEM ÀS
VÍTIMAS DO HOLOCAUSTO
Neste domingo - Dia 15 de Abril - 19h45
publicado por MJ às 16:38
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A Árvore de Anne Frank

clique no castanheiro de Anne Frank

Baseado no famoso castanheiro do Diário de Anne Frank a Anne Frank House construiu um sítio interactivo destinado à participação dos mais jovens através de mensagens escritas ou do envio de desenhos. De invulgar beleza gráfica este projecto já teve a participação de quase 115.000 jovens de todo o mundo. Infelizmente não existe a opção da língua portuguesa mas pode ser acedido através de menús em inglês, francês, italiano, espanhol, alemão e holandês. Não se esqueça de trazer aqui os seus filhos. Vale a pena.
publicado por MJ às 15:39
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International Shoah Art Museum

Em Seattle, EUA, Akiva Kenny Segan dirige o International Shoah Art Museum, um projecto de sensibilização educacional através da arte que mobiliza vários artistas para a realização de workshops nas escolas.
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publicado por MJ às 15:21
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Terça-feira, 10 de Abril de 2007

Holocaust Memorial Day

Fazendo uso das novas tecnologias e adaptando-as exemplarmente às actividades escolares os alunos da Preston Lodge High School, de East Lothian, Escócia, produziram uma curta-metragem de 7 minutos para assinalar o Holocaust Memorial Day, em 27 de Janeiro de 2006.
publicado por MJ às 23:43
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