Quinta-feira, 31 de Maio de 2007

Exposição lembra prostituição forçada em campos de concentração nazis

Nazis mantinham bordéis em campos de concentração para aumentar a produtividade dos prisioneiros submetidos a trabalhos forçados durante a Segunda Guerra Mundial.
"Prostituição forçada nos campos de concentração nazis" é o nome de uma exposição aberta ao público, desde 14 de Janeiro até 30 de Setembro, em Ravensbrück, cerca de 100 km ao norte de Berlim.
Segundo a Fundação dos Memoriais dos Estado de Brandemburgo, a mostra trata de um "fenómemo pouco conhecido" do regime de Adolf Hitler. Cerca de 400 prisioneiras teriam sido usadas entre 1942 e 1945 pelos SS para "satisfazer" os desejos sexuais de presos em dez campos de concentração.
Os nazis haviam montado todo um sistema de logística e contabilidade em torno dos bordéis. Uma "visita" custava dois Reichmark. Para ter acesso aos bordéis, os prisioneiros precisavam de vales, que podiam ser adquiridos através de trabalhos forçados.
Segundo a diretora do Memorial de Ravensbrück, Insa Eschenbach, a intenção dos nazis era aumentar a produtividade dos prisioneiros. "A SS era da opinião de que a institucionalização dos bordéis como parte de um sistema de prémios seria um incentivo para os prisioneiros homens mostrarem ainda mais empenho no trabalho forçado", explicou.

"Calar foi estratégia de sobrevivência"
Além disso, a SS supunha que assim conseguiria inibir o homossexualismo entre os prisioneiros. A mostra em Ravensbrück abrange 200 peças, entre elas documentos, desenhos, livros, documentários e entrevistas com sobreviventes do Holocausto.
"Praticamente, nenhuma das mulheres vítimas das graves violações físicas e morais mencionou seu trabalho nos bordéis depois de 1945. Envergonhadas, muitas delas nem sequer pediram indemnização pelo tempo em que permaneceram presas", disse Katja Jedermann, directora da exposição organizada pela Universidade das Artes de Berlim.
Segundo Jedermann, a mostra não chama atenção por peças isoladas. "É preciso visitá-la com bastante tempo, até para compreender as lacunas que ainda existem na pesquisa sobre o assunto. Isso não se deve só ao facto de se tratar de um tabú. Para as vítimas da prostituição forçada, calar também foi uma estratégia de sobrevivência", disse.
Cerca de 132 mil mulheres e crianças, 20 mil homens e mil meninas adolescentes estiveram presos em Ravensbrück e no campo de concentração para jovens de Uckermark entre 1939 e 1945.
publicado por MJ às 22:37
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Raoul Wallenberg

Uma rua do XIX bairro de Paris vai ostentar o nome de Raoul Wallenberg, o diplomata sueco considerado Justo das Nações por ter salvo a vida de dezenas de milhares de judeus, durante a II Guerra Mundial, na Hungria.
publicado por MJ às 19:36
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Quarta-feira, 30 de Maio de 2007

Behiç Erkin

Reproduzindo o apelo de site Morasha:
O Jornal Salom de Istambul anuncia o livro do escritor Emir Kivircik, "Behiç Erkin". O Sr, Behiç (1876-1961) foi embaixador da Turquia na França de Vichy, salvando a vida de 15.000 judeus turcos. O Yad Vashem, que já está a par do caso, necessita o testemunho de 3 sobreviventes ajudados pelo Embaixador Behiç, para atribuir o título de Justo. Caso alguém tenha alguma informação a respeito do Embaixador Behiç, por favor, entrar em contato com o Morashá, através do e-mail: morasha@morasha.com.br
publicado por MJ às 19:44
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Segunda-feira, 28 de Maio de 2007

Brasil: Projeto de Lei - Negação do Holocausto é Crime

O Deputado Marcelo Itagiba eleito pelo PMDB/RJ teve a gentileza de nos enviar o projecto de Lei, por si elaborado, que visa criminalizar quem negar o Holocausto ou praticar actos discriminatórios. Em conjunto com a FIERJ está a recolher apoios e sugestões para a aprovação legal do Projecto de Lei. As sugestões podem ser enviadas para projeto_de_lei@fierj.org.br

Proposta

Projeto de Lei Nº 987, de 2007 - Altera a redação do art. 20 da Lei n° 7.716 , de 05 de janeiro de 1989, que "define os crimes resultantes de preconceitos de raça ou de cor".

O Congresso Nacional decreta:

Art. 1° - O art. 20 da Lei n° 7.716, de 05 de janeiro de 1989, introduzido Pela Lei n° 8.081 de 21 de setembro de 1990, passa a vigorar acrescido do seguinte § 2º, renumerando-se os demais:

"Art.20

§ 2° - Incorre na mesma pena do § 1º deste artigo, quem negar ocorrência do Holocausto ou de outros crimes contra a humanidade, com a finalidade de incentivar ou induzir à prática de atos discriminatórios ou de segregação racial.

Art. 2° Esta lei entra em vigor na data da sua publicação.

Justificativa:

Recentemente, vimos surgir no mundo globalizado outra faceta de racismo, mais ardilosa e, talvez, mais perigosa, que temos o dever de coibir. No último mês de dezembro, foi realizada, em Teerã, uma conferência, intitulada "O Holocausto, a visão internacional", com duração de dois dias e participação de 150 especialistas e pesquisadores internacionais. Em face dessa manifestação contestando o morticínio de milhões de judeus pelo regime nazista, a Organização das Nações Unidas (ONU) condenou a negação desse nefasto evento histórico, no todo ou em parte. Esta decisão foi apoiada por 103 países. As teses que negam o genocídio dos judeus, ciganos e homossexuais tiveram início da década de 50 e ecoaram na França nos anos 70. Em razão deste movimento países como Alemanha, Áustria, Bélgica, Holanda, Polônia, Espanha, Portugal, Itália e na própria França, hoje se considera crime a "negação do Holocausto".

O Parlamento Europeu, como resultado dos trabalhos do Ano Europeu Contra o Racismo, em 1997, baixou Resolução na qual, em face de existirem setores da população com atitudes racistas e xenófobas, propôs que os estados membros passem a classificar como crime a instigação ao ódio racial ou à xenofobia, e outros atos correspondentes, bem como a negação do Holocausto ou delitos contra a humanidade.

Cita-se como exemplo, a Lei francesa - Lei n° 90-615/90, que tipifica penalmente a negação de crime contra a humanidade, o chamado revisionismo, diretamente ligado às tentativas de negativa do Holocausto. Igualmente, a Lei Orgânica espanhola n° 04/1995 introduziu no Código Penal o artigo n° 607-2 que configura o crime de negação do genocídio, alem de criar uma política voltada para reforçar a igualdade. Portanto, na linha de se contrapor ao chamado revisionismo e negaciosismo, o legislador espanhol estabeleceu como delito a negação do Holocausto ou de outro crime contra a humanidade. Portugal, também, alterou o art. 288 do seu Código Penal em 1988, para incluir entre os crimes de discriminação racial a difamação ou a injúria por meio da negação "de crimes de guerra ou contra a paz e a Humanidade". No caso, as ofensas apenas são punidas se há "intenção de incitar à discriminação e repressão de fenômenos de etiologia racista".

Efetivamente, não podemos permitir o esquecimento, muito menos a negação do vergonhoso morticínio de milhões de pessoas, especial, daquelas pertencentes a grupos minoritários nos campos de concentração nazistas. Não podemos admitir, que em menos de 50 anos deste crime contra a humanidade, grupos de nazistas, de neonazistas e de anti-semitas tentem afirmar que o Holocausto não tenha existido.

O Parlamento brasileiro não pode isentar-se de um assunto de tal relevância, razão pela qual, propomos o presente projeto de lei, que reputamos oportuno e por entendermos que a propositura por nós apresentada não interfere ou limita a liberdade de expressão, o debate ideológico e a discussão de idéias, base do Estado Democrático de Direito, contamos com o apoio dos ilustres pares, para a aprovação desta matéria.
publicado por MJ às 19:58
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Terezin

Um total de 15,000 crianças com menos de 15 anos passou pelo campo de concentração de Terezin (Terezienstadt) durante os anos de 1942-44; menos de 100 sobreviveram.

The Butterfly
The last, the very last,
So richly, brightly, dazzlingly yellow.
Perhaps if the sun’s tears would sing
against a white stone....

Such, such a yellow
Is carried lightly ’way up high.
It went away I’m sure
because it wished to kiss the world good-bye.
For seven weeks I’ve lived in here,
Penned up inside this ghetto.
But I have found what I love here.
The dandelions call to me
And the white chestnut branches in the court.
Only I never saw another butterfly.

That butterfly was the last one.
Butterflies don’t live in here, in the ghetto.

Pavel Friedman, 6 de Abril de 1942
Nasceu em Praga em 7 de Janeiro de 1921.
Deportado para o campo de concentração de Terezin em 26 de Abril de 1942.
Morto em Aushchwitz a 29 de Setembro de 1944.
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publicado por MJ às 00:06
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Domingo, 27 de Maio de 2007

Visita virtual a Auschwitz/Birkenau

A Virtual Tour of Auschwitz/Birkenau
publicado por MJ às 23:26
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David Irving expulso da feira do livro de Varsóvia

David Irving, o controverso autor britânico, conhecido por ter negado a existência do Holocausto, foi expulso da Feira Internacional do Livro de Varsóvia, onde se tinha deslocado a convite da editora Focal Point.
"Propagar o anti-semitismo e desculpar Hitler são ofensas na Polónia", disse Dorota Koman, uma das organizadoras do evento.
"Na Polónia não há liberdade de expressão", disse o autor ao sair da feira.
Nos últimos anos, onze livros do historiador foram traduzidos para o polaco, mas não é muito conhecido no país.
publicado por MJ às 23:05
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Quarta-feira, 23 de Maio de 2007

Aristides de Sousa Mendes

Quando há alguns dias falei do caso Eduardo “Lalo” Martínez Alonso lamentei não haver um projecto cinematográfico ligado à vida e obra de Aristides Sousa Mendes. Afinal havia e o blogue Amigos de Aristides e Angelina Sousa Mendes já tinha dado a informação há 3 dias:

Instituto do Cinema apoia filme sobre Sousa Mendes

e também

Memorial a Sousa Mendes em Almeida vai marcar o caminho da esperança
publicado por MJ às 18:57
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Dimensions - A Journal of Holocaust Studies

Volume 19, Fall 2006
Nuremberg Trials 60th Anniversary
publicado por MJ às 01:03
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Terça-feira, 22 de Maio de 2007

A Árvore virtual de Anne Frank continua a crescer

A Árvore virtual de Anne Frank (que já tinha sido aqui sugerida) transformou-se num sucesso. Desde 1 de Fevereiro de 2006 até Abril de 2007 foi visitada por mais de 1 milhão de únicos visitantes que deixaram 125.000 mensagens.
Passe por e sugira aos seus filhos que deixem uma mensagem em forma de escrita ou de desenho.
publicado por MJ às 21:54
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Segunda-feira, 21 de Maio de 2007

Universidade italiana boicota o papa do negacionismo

Foto: Robert Faurisson na conferência islâmico-negacionista de Teerão
O reitor da Faculdade de Ciência Política de Teramo decretou o fecho da sede da faculdade para impedir a realização de um seminário onde iria participar o negacionista francês Robert Faurisson.
O reitor Mauro Mattioli declarou que «é uma determinação que não queria tomar mas foi a única solução para prevenir situações de risco para os nossos estudantes e para o nosso pessoal». A decisão do reitor foi tomada após a mobilização de centenas de docentes, homens e mulheres da cultura, jornalistas e antigos deportados contra a presença do negacionista Faurisson.
Retirado das notícias da ANED por indicação de Alda M. Maia.
publicado por MJ às 21:34
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Domingo, 20 de Maio de 2007

Auschwitz projekt Film2000

Apelamos aos leitores deste blogue que tenham visitado os campos de extermínio nazis para que nos façam chegar o seu testemunho e/ou imagens que tenham recolhido no local.

publicado por MJ às 23:02
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Sábado, 19 de Maio de 2007

Eduardo “Lalo” Martínez Alonso

Eduardo “Lalo” Martínez Alonso foi um médico galego, conservador de direita, que com a ajuda do serviços secretos britânicos salvou milhares de judeus, fazendo-os transitar por Portugal e Gibraltar. A sua filha desenterrou esta história, praticamente desconhecida, com a publicação do livro “Embassy e a Intelixencia de Mambrú”. Actualmente, prepara-se a publicação de um novo livro sobre o assunto depois da recente desclassificação de documentos dos serviços secretos britânicos e a passagem para o cinema desta magnífica história. Esperemos que tal acto tenha eco em Portugal e anime algum subsidiodependente cineasta português a colocar na tela a vida e obra de Aristides Sousa Mendes.
Conheça mais detalhes no sítio da Asociación Galega de Amizade con Israel.
publicado por MJ às 21:42
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Quarta-feira, 16 de Maio de 2007

Após 52 anos, arquivo nazi de será reaberto

Contendo entre 30 milhões e 50 milhões de páginas, documentos de 17,5 milhões de vítimas do Holocausto estarão disponíveis a historiadores em poucos meses
Estadão com Associated Press


AMSTERDÃO - Depois de permanecerem guardados por 52 anos, os valiosos arquivos nazistas de Bad Arolsen (centro da Alemanha), que reconstroem o trágico destino de 17,5 milhões de vítimas dos campos de extermínio nazistas, estarão à disposição dos historiadores em poucos meses, segundo informou um comunicado nesta terça-feira, 15.
Com a aproximação da derrota na 2ª Guerra Mundial, alemães queimaram milhões de registros, numa tentativa de acobertar o maior genocídio da história. Mas a fração que sobreviveu compõe o maior arquivo do nazismo existente, e nesta semana os esforços para retirar o véu de segredo que cobre esse tesouro histórico há 52 anos deram um grande passo adiante.
Até o momento, o arquivo que, se estima, contém de 30 milhões a 50 milhões de páginas, vem sendo usado para reunir famílias e checar reivindicações de indenização. Os arquivos foram fechados em 1955, porque temia-se que a divulgação irrestrita ferisse a privacidade de vítimas do Holocausto.
Mas sobreviventes vêm exigindo acesso direto, insatisfeitos com as respostas protocolares. Há um ano, a comissão decidiu abrir o arquivo para pesquisa.
A comissão de 11 países que controla o Serviço Internacional de Rastreamento, um braço do Comitê Internacional da Cruz Vermelha, reuniram-se na última segunda e nesta terça-feira, em Amsterdã, para decidir quando e como disponibilizar cópias eletrônicas do material.
A comissão votou por deixar de lado a burocracia e começar a distribuir cópias eletrônicas aos países-membros, assim que estiverem prontas.
A decisão contotna a exigência de que todos os 11 países ratifiquem o tratado de 2006 que permite a abertura do arquivo, e deverá encurtar o prazo de distribuição do material em muitos meses.

Recurso histórico
Conforme a geração dos sobreviventes desaparece, a decisão de tratar digitalmente os documentos e disponibilizá-los transformará os arquivos, de um recurso humanitário, em recurso histórico.
A coleção de documentos tem 25 km de comprimento, ocupando seis edifícios.
Os nazistas destruíram 90% dos arquivos, disse Dieter Pohl, do Instituto de História Contemporânea de Munique. O escritório de Adolf Eichmann, que orquestrava o transporte de milhões de judeus para as câmaras de gás, começou a queimar seus registros em fevereiro de 1945, três meses antes da rendição alemã.
Entre os documentos que sobreviveram há milhões de páginas de registros de óbito, registros de campos de concentração, listas de transporte e memorandos internos nazistas, como a ordem de Heinrich Himmler para o esvaziamento dos campos, antes que fossem capturados pelos aliados. "Nenhum prisioneiro deve cair, vivo, nas mãos do inimigo", diz o comunicado.
Os arquivos relatam tudo, da suposta homossexualidade de um prisioneiro, denominado como "criminoso profissional", até a prisão de uma mulher por ela ser mãe de uma criança mestiça e se negar a ser esterilizada, passando pela contagem de piolhos nos prisioneiros do campo de extermínio de Mauthausen (Áustria).
"Os nazistas mantinham escrupulosamente todo tipo de registro", observou Udo Jost, um dos gerentes desse espantoso acervo.
"Dos campos de extermínio, como o de Auschwitz-Birkenau, os únicos documentos de que dispomos são os referentes às partidas de trem para os campos. Sobre a chegada, não há registros. Em compensação, nos campos de concentração, tudo era escrupulosamente anotado", acrescentou.
Os arquivos contêm os exames feitos com os prisioneiros e, inclusive, os "experimentos" médicos, a causa e a hora exata da morte.
publicado por MJ às 20:29
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Segunda-feira, 14 de Maio de 2007

Yom Ha Shoá

Lentamente, como se fosse um mamute despertando de seu sonho milenar, a Europa repete a cerimónia anual e, por um dia, recorda. Não sei se sou eu, que com a idade me torno terna, mas tive a impressão de que este ano havia mais reportagens, mais actos, mais comemorações, talvez um pouco mais de reflexão. Poupo os comentários que ouvi em alguns informativos, mesclando o Holocausto com a questão palestina, ou relativizando o horror, como se fosse um a mais dos horrores humanos, como se houvesse muitos holocaustos na história da humanidade. Neste sentido, não me cansarei de repetir: a história está cheia de barbáries e de loucuras, mas nenhum episódio da história é comparável à única indústria de extermínio que o ser humano criou. Minimizar a maldade é tanto como começar a entendê-la. E se algo se pareceu à maldade em estado puro — "o mal existe", nos lembra o grande prémio Nobel Elie Wiesel —, foi a Shoá, o Holocausto. A Shoá significou arrancar pela raiz milhares de famílias inteiras, com suas crianças, seus avós, seus pais e mães; arrancar povos inteiros, com seus professores, seus médicos, seus músicos, seus alfaiates e seus poetas; arrancar geografias inteiras, com seus cantos, seus idiomas, suas fotos de festa, suas bodas e seus enterros, sua memória e seu futuro; arrancá-lo todo e destruí-lo em fornos crematórios. Um milhão de crianças, nascidas romenas, húngaras, polacas, alemãs, gregas, italianas, francesas, trasladadas em vagões da morte, e finalmente, assassinadas por ser judias. E mais além das crianças, milhões de pessoas, umas assassinadas por estar marcadas com qualquer estigma, homossexuais, ciganos, revolucionários, párias; outros por formar parte do povo eternamente perseguido. Em Auschwitz queimamos a face da Europa, destruímos as geografias humanas que nos enriqueciam e nos explicavam, e foi em Auschwitz onde quebramos o sentido da história. Não se trata de um horror a mais. Trata-se do nosso próprio horror, reflectido num grande espelho de maldade, onde a alma do velho continente resulta ser a alma de Dorian Gray. "A morte da alma humana", disse Lanzmann, e nunca ninguém o definiu com mais precisão. Cada ano, nesta data, tiro o espelho de Stendhal e observo os actos, os artigos, os documentários que as televisões, com um pouco de sorte, colocam no horário de baixa audiência. Desgraçadamente, sempre chego à mesma conclusão: nos incomoda relembrar o Holocausto. Tanto, que nunca fazemos o exercício de contrição a que nos obrigaria, mas o tratamos como um acontecimento deplorável da história. Cada ano também, fiel a uma íntima tradição, pego minha caneta, molho a pena no tinteiro da raiva e me ponho a escrever um artigo. Como se fosse um ritual de dor. Como se fosse o que é, uma obrigação moral. Estas são minhas manchas no branco e negro do imaculado texto, meu asco no oásis onde habita a bem-pensante e indiferente sociedade europeia. O Holocausto nunca foi uma questão alemã. O Holocausto nunca foi uma questão judaica. E, sobretudo, o Holocausto nunca foi uma questão nazista. De nada servem os actos de repúdio contra o nazismo, fundados em todos nós mais além de toda culpa e de toda pergunta, se com isso não abrimos nosso melão podre. O nazismo foi o resultado de muitas coisas, entre elas a loucura de um ser malvado e depravado, mas seus crimes nasceram de nossas responsabilidades, se alimentaram dos preconceitos que havíamos criado durante séculos e actuaram graças à nossa indiferença. Foi a Europa que criou o estigma contra o judeu. Hitler só fez o trabalho sujo.Máculas em nossas belas evocações. A mancha da síndrome de Chamberlain, que percorreu a espinha dorsal da Europa durante anos. Primeiro nós lavamos as mãos. Mais tarde, um Papa bendisse os horrores na intimidade. E depois soubemos o que passou, e o esquecemos durante um tempo prudente. Tínhamos os planos dos campos de extermínio, mas nunca consideramos que fosse necessário actuar. Ao fim e ao cabo, com mais ou menos exibição, não éramos todos anti-semitas? Não tínhamos em nossos armários Isabel a Católica e sua Inquisição? Não tínhamos os franceses gritando "morte aos judeus!" enquanto condenavam Alfred Dreyfus à prisão perpétua na Ilha do Diabo? Não havíamos colocado um anti-semita furioso, Kart Lueger, na Prefeitura de Viena? Não acumulávamos progroms nas distantes Rússias? Não líamos ilustres proeminentes e profusamente judeófobos, como Paul Valéry? Não havíamos bebido da ideia do povo deicida enquanto beijávamos nossa católica cruz? Não nos alimentamos do mesmo ódio quando nos reformamos com Lutero? Não o éramos inclusive enquanto sorvíamos os melados da ilustração de Voltaire? Nada, na história da Europa, escapa do ódio aos judeus. E por sua vez, na paranóica dualidade, nada do melhor da Europa é indiferente à contribuição judaica. O anti-semitismo é sócio fundador da Europa. Hitler foi a estação final de nosso ódio, nosso executor. Não peço que cortemos das nossas carnes em praça pública. Só peço que saibamos de onde nasceu o mal, em que lugar cresceu a besta e, sobretudo, com que olhos cegos, lábios mudos e ouvidos surdos nos mantivemos enquanto a besta matava. Glucksmann chama a esta atitude "a indiferença nihilista", uma atitude que também se produz, actualmente, ante outro fenómeno nihilista, o das bombas humanas. No Iom Ha Shoá (o Dia do Holocausto), com os milhões de mortos gritando-nos sua profunda dor desde as cavidades ocas da má memória; com esse milhão de crianças que foram poesia cortada; com essa sociedade que sentia cheiro de carne queimada, e via os vagões, e conhecia os mapas aéreos do massacre, e olhava para o outro lado; com nossa alma judia rasgada na zona negra do nosso ódio; com a pesada carga da história, nós os europeus só podemos pronunciar uma palavra: perdão.O mais é uma piada.

Tradução; Szyja Lorber
Pilar Rahola : Diario El País. Madrid.
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Terça-feira, 8 de Maio de 2007

Resistência alemã - Stauffenberg

O único acto de resistência interna que quase foi eficaz na tentativa de assassinar Adolf Hitler.

Em 1940, teve início nos arredores de Rastenburg, na Prússia Oriental, a construção do "Reduto do lobo", que serviria a Hitler de quartel-general durante a campanha da Rússia, até 22/12/1944. Como este abrigo dispunha de fortes medidas de segurança, apenas um reduzido numero de pessoas tinha, pela natureza do seu cargo, acesso directo ao Fuhrer. Entre elas contava-se Claus von Stauffenberg, coronel do Estado-maior das forças de reserva. Stauffenberg aterrou em 20 de Julho de 1944, as 10.15 h., no aeródromo de Rastenburg e percorreu numa viatura de serviço os 6 km. que o separavam do "Reduto do lobo"; passou a casa da guarda no portão sul e saiu do carro junto do messe II, onde tomou o pequeno almoço. Às 11 h. dirigiu-se a uma reunião no barraca do Estado-Maior do comando do Wehrmacht, e posteriormente, cerca das 11.30 h. ao Alto Comando. Aqui, com a ajuda de Werner von Haeften, Stauffenberg meteu o explosivo no pasta, quebrou a ampola de ácido do detonador e seguiu imediatamente para a barraca de operações. Após a chegada de Hitler, cerca das 12.30 h., Stauffenberg, que se encontrava próximo, colocou a pasta debaixo do mesa e invocou um pretexto para abandonar o local. Dirigiu-se a pé às instalações dos ajudantes, onde se apercebeu da explosão, e tomou, juntamente com von Haeften, uma viatura que o aguardava. Ao abandonar o "Reduto do lobo" pode lançar um olhar à barraca de operações destruída, depois atingiu o aeródromo instalado provisoriamente junto a Wilhelmsdorf e partiu às 13.15 h. para Berlim, onde chegou por volta das 16 h.

Após ter colocado a bomba no "Reduto do lobo", Stauffenberg regressou ao Ministério da Guerra e assumiu aí o comando do levantamento, ao que foi apoiado pelo coronel Mertz von Quirnheim.

A explosão, às 12h42, matou quatro das 24 pessoas na sala. Hitler sobreviveu.
Na capital alemã, os conspiradores comunicaram por telefone, por volta das 15 horas, convencidos do êxito da missão: "Hitler morreu!" Duas horas mais tarde, a notícia foi desmentida. Na mesma noite, Stauffenberg, Von Haeften, Von Quirnheim e Friedrich Olbricht foram executados. No dia 21 de julho, os mortos foram enterrados em seus uniformes e condecorações militares. Mais tarde, Himmler mandou desenterrá-los e ordenou sua cremação. As cinzas foram espalhadas pelos campos.


Percurso de Stauffenberg em 20 de Julho de 1944:
1 Fortificações II - oeste, construídas em 1944
2 Casa da guarda sul
3 Bunker da defesa anti-aérea
4 Pessoal
5 Abrigo
6 Cinema
7 Fortificações oeste, construídas em 1944
8 Barracão de operações, local do atentado de Stauffenberg
9 Abrigo para visitantes, residência de Hitler de Julho a Setembro de 1944
10 Chefe dos Serviços de Imprensa do Reich
11 Bunker de transmissões
12 Garagem
13 Batalhão de guarda pessoal do Fuhrer, alojamentos
14 Serviços de Segurança do Reich
15 Ajudantes pessoais; médicos
16 Ministro dos Negócios Estrangeiros do Reich (von Ribbentrop)
17 Pessoal, garagem
18 Ministro do Armamento do Reich (Speer)
19 Ajudantes da Wehrmacht
20 Messe II
21 Bunker de Hitler, concluído em Setembro de 1944
22 Messe I
23 Alto Comando da Wehrmacht
24 Chefe do Alto Comando da Wehrmacht, marechal de campo Kettel
25 Chefe do Estado Major da Wehrmacht, coronel-general Jodi
26 Alto Comando da Marinha
27 Marechal Goring
28 Alto Comando da Força Aérea
29 Almirante Donitz
30 Bunker de Goring, construido em 1944
31 Pista de aterragem para aviões de pequeno porte
32 Posições de infantaria
33 Casa da guarda leste

publicado por MJ às 21:22
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Resistência alemã - Weisse Rose

No dia em que se comemora mais um aniversário sobre o final da II Guerra Mundial recordemos a resistência interna alemã ao nazismo que apesar de escassa e praticamente ineficaz merece uma referência especial pela coragem e empenho de uma minoria que tentou mudar o rumo dos acontecimentos e alertar os seus concidadãos para o apocalipse a que o nazismo conduzia.

O novo cinema alemão tem vindo a abordar mais descomplexadamente a temática da II Guerra Mundial e Sophie Scholl – Os Últimos Dias é interessante do ponto de vista documental ao contar a história dos últimos cinco dias que antecederam à morte da jovem Sophie Scholl, estudante, activista e membro do grupo da resistência conhecido como Weisse Rose (Rosa Branca), criado durante a Segunda Guerra Mundial.
Munique, 1943: Hitler está a devastar a Europa; um grupo de jovens universitários recorrem à resistência passiva como arma para combater os nazis e a sua desumana máquina de guerra. É então que se forma o movimento de Resistência Rosa Branca.
Sophie Scholl (Julia Jentsch) é a única mulher do grupo. Em 18 de Fevereiro Sophie e Hans Scholl (Fabian Hinrichs) são surpreendidos a distribuir panfletos contra o regime e os dois são detidos pela Gestapo. Pouco tempo depois são presos os restantes membros do grupo.
Nos dias que se seguem desenvolve-se um intenso duelo psicológico no interrogatório de Sophie com o oficial Mohr (Alexander Held) da Gestapo. Ela mente e nega, desesperada por proteger o seu irmão e os restantes companheiros. Mohr oferece uma saída a Sophie para escapar à morte, mas ela recusa-se a trair os seus ideais. A partir do momento em que fica a saber que o irmão confessou tudo, Sophie deixa de mentir. “Eu fiz tudo… e orgulho-me disso”.
Em 22 de Fevereiro Sophie e Hans são acusados de alta traição e condenados à morte. A execução acontece ainda no mesmo dia. Os restantes membros são executados no mesmo ano.
Os membros da Rosa Branca, principalmente Sophie Scholl, são ainda hoje respeitados e todas as terras têm ruas com os seus nomes, em memória dos estudantes que tentaram, de forma heróica, por fim à crueldade e à enorme indiferença existente na Alemanha daqueles tempos.

Sophie Scholl – Os Últimos Dias (Sophie Scholl)
Vencedor de dois Ursos de Prata no Festival de Berlim
“Melhor Realizador” para Marc Rothemund e “Melhor Actriz” para Julia Jentsch
Realização: Marc Rothemund
Actores:Julia Jentsch, Alexander Held, Fabian Hinrichs, Johanna Gastdorf, André Hennicke, Florian Stetter
Género: Drama
Título original: Sophie Scholl – The Final Days
Alemanha: 2005
Duração: 1h57m

Classificação: M/16 anos

* Com a colaboração da Teresa que também recomenda a seguinte bibliografia: Die weiße Rose. (Lernmaterialien) (Paperback) by Inge Scholl (Author), Iris. Felter (Author), Jette. Jörgensen (Author); Resistance against the Third Reich: 1933-1990 (Studies in European History from the Journal of Modern History) by Michael Geyer page 174, and page 181; Nazi Terror: The Gestapo, Jews, and Ordinary Germans by Eric A. Johnson; Alternatives to Hitler: German Resistance under the Third Reich by Hans Mommsen; Uncommon Dissent: Intellectuals Who Find Darwinism Unconvincing by John Wilson; The Racial State: Germany 1933-1945 (Burleigh) by Michael Burleigh; In the Name of the Volk: Political Justice in Hitler's Germany by H. W. Koch; Lonely Planet Munich (Lonely Planet City Guides) by Jeremy Gray page 97; The Other Price of Hitler's War: German Military and Civilian Losses Resulting From World War II (Contributions in Military Studies) by Martin K. Sorge.
* Ler também «Quase em Português»

publicado por MJ às 20:58
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Sexta-feira, 4 de Maio de 2007

Confissão de Albert Speer

Versão (português/Brasil): Carlos Roberto Lucena

Albert Speer, (1) um dos confidentes mais próximos de Hitler e Ministro do Armamento do Terceiro Reich, condenado a 20 anos de prisão no Julgamento de Nuremberg pelos maiores crimes de guerra alemães, numa declaração, jurada e assinada em Munique no dia 15 de Junho de 1977, depôs como se segue: (2)

«O ódio aos judeus era o motor e o ponto central de Hitler, talvez até o elemento mais motivador. O povo alemão, a grandeza alemã, o Império, todos eles não significavam nada para ele em última análise. Por esta razão, ele desejava no seu testamento final, fixar para nós alemães, até depois da queda apocalíptica um miserável ódio aos judeus.Eu estava presente na sessão do Reichstag (Parlamento Alemão) de 30 de Janeiro de 1939, quando Hitler nos assegurou que em caso de guerra, não os alemães, mas os judeus seriam aniquilados. Esta sentença foi pronunciada com tal certeza que eu não senti permissão de questionar a sua intenção de levar isso adiante. Ele repetiu este aviso, de suas intenções, em 30 de Janeiro de 1942, num discurso que também conheço: "A guerra não terminará, como os judeus imaginariam, pela extinção dos povos arianos europeus, e sim que isso resultaria na aniquilação dos judeus". Esta repetição das suas palavras de 30 de Janeiro de 1939 não era a única. Ele recordaria com frequência a sua intenção. Quando o discurso das vítimas dos bombardeios, particularmente depois dos ataques massivos a Hamburgo no Verão de 1943, ele reiterou diversas vezes que se vingaria dessas vítimas sobre os judeus; apenas como se o terror-aéreo contra a população civil simplesmente o satisfizesse daquilo no qual tratou como uma motivação substituta tardia para um crime decidido bem antes e emancipado sob diferentes camadas de sua personalidade. Apenas como se ele procurasse justificar seus próprios assassinatos em massa com essas observações.

Sempre e quando Hitler tinha surtos de ódio, restava a esperança numa mudança para direcções mais moderadas. No entanto, era a firmeza e a frieza que faziam que os seus rompantes contra os judeus convencessem. Em outras áreas quando ele anunciava decisões terríveis com uma voz fria e calma, aqueles ao redor dele, e eu mesmo sabíamos que as coisas haviam se tornado sérias (irreversíveis). E com apenas esta superioridade fria ele declarava também, quando almoçávamos ocasionalmente juntos, que ele havia decidido a destruição dos judeus da Europa.No verão de 1944, o líder distrital da Baixa Silésia, Karl Hanke, fez-me uma visita. Hanke havia se distinguido por seu valor nas campanhas polaca e francesa. Ele não era certamente uma pessoa de se assustar facilmente. No entanto era um momento particular, quando, naquela época, ele me contou de uma maneira chocante, que coisas monstruosas estavam acontecendo em campos de concentração no distrito vizinho, Alta Silésia. Ele disse que estava lá e nunca seria capaz de esquecer as atrocidades que tinha presenciado ali. Obviamente, ele não mencionou qualquer nome, mas ele quis mencionar Auschwitz, na Alta Silésia. Da agitação deste soldado de batalha experiente, eu pude concluir que algo não declarado se sucedia ali, e que só isso podia fazer este velho líder do partido de Hitler perder a sua calma.O método de trabalho de Hitler era que ele dava inclusive ordens importantes aos seus confidentes verbalmente. Também nas gravações das minhas entrevistas com Hitler completamente preservados no Arquivo Federal Alemão (German Federal Archives) - havia numerosas ordens até em importantes áreas aos quais Hitler claramente deu por palavra oral apenas. No entanto isso se conforma com seu método de trabalho e não deve ser encarado como um descuido, de que não existe uma ordem escrita para o extermínio de judeus.

Aqueles judeus internados nos campos de extermínio que foram assassinados como provou o Tribunal (IMT), por testemunhos e documentação, e de facto o feito não é seriamente contestado por qualquer dos acusados. O discurso de Himmler perante os líderes das SS, de 4 de Outubro de 1943, ao qual claramente ilustraram os êxitos nos campos de extermínio, não foram desacreditados como falsificados pela defesa, como sucedeu com o Protocolo Hossbach. Frank nunca disputou a genuinidade de seu diário, que ele entregou aos americanos na ocasião de sua detenção. O diário contém observações provando que os judeus que estavam na Polónia, à excepção de de 100 mil, foram aniquilados. O acusado também aceitou aquelas declarações de Frank e a crítica foi limitada à estupidez da entrega deste diário de incriminação aos oponentes.Schirach confirmou numa conversa confidencial, já durante o julgamento, que ele estava presente no discurso que Himmler deu aos líderes de distrito em Posen (em 6 de Outubro de 1943), no qual Himmler clara e inequivocamente anunciou que a matança projectada dos judeus havia sido realizada em grande parte. Ele retornou a este tema, que pesou em sua mente também durante seu encarceramento em Spandau.Na sua alegação final no Tribunal, Goering falou dos sérios crimes os quais haviam sido revelados durante o julgamento e condenou as atrocidades dos assassinatos em massa que segundo ele escapava à sua compreensão. Streicher também condenou os assassinatos em massa de judeus na sua alegação final. Para Fritzche, também em seu pronunciamento final, o assassinato de cinco milhões era um terrível alerta para o futuro. Estas palavras do acusado vieram ao encontro da minha opinião que no Julgamento de Nuremberg tanto os acusados como também a defesa reconheceram como facto que assassinatos em massa de judeus haviam ocorrido.

Todavia o Julgamento de Nuremberg para mim hoje está como uma tentativa de construir um mundo melhor. Todavia reconheço hoje como genericamente correctas as razões de minha sentença pelo Tribunal Militar Internacional. Por outra parte, ainda hoje considero como justo aquilo que assumi, a responsabilidade pelo crime e assim a culpa por tudo aquilo foi perpetrado daquela forma, depois da minha estrada no Governo de Hitler em 8 de Fevereiro de 1942. Não os erros individuais, sepulcro como eles podem ser, pois estão carregando a minha consciência, mas a minha actuação na direcção. No Julgamento de Nuremberg, confessei a responsabilidade colectiva e mantenho-a até hoje. Todavia vejo que minha culpa principal reside na minha aprovação da perseguição dos judeus e do assassinato de milhões deles. »

(assinado) ALBERT SPEER

Munique, 15 de Junho, 1977

1 Speer é o autor de suas memórias, 'Inside the Third Reich'(Por dentro do 3o Reich). NY: Touchstone Books, 1997. (edição portuguesa em 2 vols.: Livros do Brasil)

2 Esta declaração está em alemão e o que segue é uma tradução(pro inglês)devidamente certificada. Uma cópia da declaração original em alemão está incluída aqui como Appendix III.

Fonte: Suzman, Arthur e Denis Diamond. 'Six million Did Die' (Seis milhões Morreram). Johannesburg, 1978.

Link pro texto original em inglês:
http://www.jewishvirtuallibrary.org/jsource/Holocaust/speer.html
publicado por MJ às 10:46
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IAF - Eagles over Auschwitz



Encontrei no blogue Galiza-Israel um vídeo, realizado em 4 de Setembro de 2003, com uma cerimónia profundamente emotiva e plena de significado simbólico: aviões da Força Aérea israelita sobrevoam o campo de extermínio de Auschwitz. No mesmo blogue coloca-se a questão: Porque é que os Aliados, sabendo da existência dos campos de extermínio, não bombardearam as vias de acesso?
publicado por MJ às 10:21
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Terça-feira, 1 de Maio de 2007

A Inversão do Holocausto

Estratégias anti-semitas que visam transformar Israel e os judeus nos novos nazis são denunciadas por Manfred Gerstenfeld no artigo «Holocaust Inversion: The Portraying of Israel and Jews as Nazis» publicado no Jerusalem Center for Public Affairs.
publicado por MJ às 22:54
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Auschwitz

publicado por MJ às 20:18
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Orkut / Holocausto

No site Orkut estão alojadas várias comunidades, nomeadamente «O Holocausto», com 1921 membros, onde em língua portuguesa são abordadas várias matérias deste tema, com destaque para o combate ao negacionismo. Recomendo aos leitores que se registem e participem.
Para encontrarem a comunidade escrevam a palavra «holocausto» no local de pesquisa do Orkut .

O fundador da comunidade também administra o interessante site:
publicado por MJ às 15:13
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