3 comentários:
De Kiki Anahory Garin a 11 de Abril de 2007 às 13:40
Ao Indomável

Este seu comentário arrepiou-me não só pelo horror que conta mas também pela forama como o fez.

Parabéns por este magnifico texto.

Obrigada.

Kiki


De indomável a 11 de Abril de 2007 às 12:22
Lado a lado, de mãos dadas como que preparando-se para agradecer o aplauso eufórico do público, depois de mais uma formidável actuação, o pequeno grupo de homens suspendia o olhar no infinito.

Corpos erectos quase sem roupa, pele suada e luzidia, rostos abertos num sorriso amplo mas esforçado. as respirações rápidas deixavam adivinhar o desgaste físico e psicológico. As mãos apertadas em concha na mão do parceiro do lado, quase vazias de sangue.
Na sua frente, dispostos também em fila, o seu público - homens fardados, corpos exaustos, peles baças e sem cor, rostos e olhos vazios de expressão.
À ordem soou a primeira salva. Os corpos no palco continuaram erectos, os olhos continuaram estacados no infinito, os sorrisos continuaram estampados nos rostos.
À segunda salva já não resistiram. Os corpos cairam no chão, as mãos apertaram um pouco menos e ficaram exangues formando um cordão que jamais se soltaria. Nos rostos os mesmos sorrisos e os olhos para sempre postados no infinito.
Um forte cheiro a urina inundou subitamente o ar. De encontro aos lagos formados pelo sangue seguiram riachos amarelados de uma dezena de metrelhadoras, sombras mórbidas da plateia.
O cheiro a medo e a sangue jamais abandonariam aquele espaço, aquele chão, aquele lugar chamado Auschwitz...

(texto imaginado e escrito para o site escritacriativa.com)


De Reis a 10 de Abril de 2007 às 12:07
Infelizmente, a memória dos Homens é curta.

Mas se há factos que nunca devemos esquecer, o Holocausto é, sem dúvida, um deles.

Toda e qualquer forma de genocídio é condenável. Mas quando executado de forma sistemática, perfeitamente planeada e com tamanhos "requintes" de bestialidade, aí a situação ganha proporções alarmantes.

O Holocausto representa isso mesmo... A bestialidade humana elevada à sua máxima potência.

A não esquecer. Nunca.


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