Quarta-feira, 13 de Junho de 2007

Parabéns (com um dia de atraso)

Se fosse viva, ontem teria completado 78 anos.
Anne Frank
Frankfurt am Main, 12 de Junho de 1929 — Bergen-Belsen, início de Março de 1945
publicado por MJ às 11:45
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Segunda-feira, 11 de Junho de 2007

O Museu Anne Frank em Amsterdam

Paulo Franke vive na Finlândia e registou no seu blog a viagem efectuada em 1973 à Casa-Museu de Anne Frank. Recuperamos aqui aquele momento único e tocante na sua vida.
Era o mês de julho de 1973, mês em que fiz minha primeira viagem à Europa.

Naquela manhã de verão em Amsterdam, deixando o hotel do Exército de Salvacão (Leger des Heils no idioma holandês), caminhei pelas ruas ainda desertas e me dirigi ao local que há muito queria conhecer: o Museu Anne Frank.

No meu diário, a lembranca do diário dela
O sino da igreja de Westerkerk anunciava que eu chegara cedo demais. Decidi, então, sentado à beira do canal diante da casa tipicamente holandesa, preencher o tempo escrevendo o meu diário de viagem, aproveitando o ambiente calmo e convidativo ao redor. E nele registei a grande expectativa e emocão que me inundavam diante da oportunidade de conhecer o histórico lugar. À mente vinham as recordacões de tudo o que lera a respeito do holocausto de seis milhôes de judeus, perpetrado pelos nazistas durante a II Guerra Mundial, desde o "O Diário de Anne Frank" aos livros de Leon Uris que, somados às histórias contadas por meu pai - de quem herdei profunda simpatia pelo povo judeu - contribuíram para o meu conhecimento do assunto.Se a emocão do momento era forte para mim, um mero turista, o quanto não teria sido para Otto Frank, voltando ao local após a guerra como o único sobrevivente do grupo que ali se escondera por dois anos! Foi nessa visita dolorosa que lhe entregaram o diário de sua filha Anne, encontrado na confusão em que ficara o lugar após terem sido descobertos.

Uma página tenebrosa na História
Em maio de 1940, as tropas alemãs invadiram a Holanda inesperadamente. Em cinco dias o país teve de capitular. Cinco anos de terror dominaram a nacão, sendo cruel a perseguicão aos judeus holandeses. Otto Frank, que viera da Alemanhã em 1933, fugindo da perseguicão nazista, decidiu refugiar-se com sua família nos compartimentos do andar superior de seu próprio escritório, que utilizava para armazenar suas mercadorias. À sua família veio unir-se a família Van Daan (o casal e o filho Peter) e o dentista Sr. Dussel. Transcorridos dois anos, agentes da Gestapo, alertados por uma denúncia anônima, descobriram o esconderijo em agosto de 1944. No dia em que as tropas aliadas libertaram Bruxelas (setembro de 1944), partiu o último transporte com destino ao campo de concentracão de Auschwitz. Os oito refugiados estavam naquele trem. Anne, no entanto, morreu em outro campo de concentracão.

No Anexo Secreto, uma oracão profunda
Ao percorrer aquelas salas, conservadas em seu estado original pela Fundacão Anne Franke, o silêncio fala alto e a emocão é nítida no semblante das pessoas presentes que conhecem ou que passaram a conhecer, através da visita ao museu, a história trágica e ao mesmo tempo tão cheia de ternura. Depois de permanecer ali por mais de uma hora, deixei o local agradecendo a Deus pela liberdade e fazendo dos alvos da Fundacão a minha prece silenciosa: "Despertar os homens, assim como faz 'O Diário de Anne Frank', de sua responsabilidade para com o próximo, eliminando para sempre os preconceitos que levam a todas as formas de discriminacão, e que nunca mais se reproduza no mundo o cenário cruel do Holocausto.

"Nota:
Duas fotos foram tiradas em 1973, quando era ainda era possível ingressar com facilidade e mesmo fotografar o local. Uma delas mostra a entrada do anexo, encoberta por uma estante. A outra o quarto de Anne, com suas fotos de artistas da época na parede. Na foto de 2001, desisti de entrar no museu pelo pouco tempo que dispunha em vista da fila imensa que contornava o quarteirão, provando ao mesmo tempo a popularidade crescente da história de Anne Frank, "...cuja pena foi mais poderosa do que a espada de Hitler".

Emocionante visita à antiquíssima Sinagoga Portuguesa de Amsterdam, cuja Arca da Alianca foi reconstruída, em 1956, com jacarandá do Brasil! Terá Otto Frank levado sua família para conhecer essa histórica sinagoga? Leia mais a respeito procurando no Google: Amsterdam Portuguese Synagoge.
publicado por MJ às 21:45
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Terça-feira, 22 de Maio de 2007

A Árvore virtual de Anne Frank continua a crescer

A Árvore virtual de Anne Frank (que já tinha sido aqui sugerida) transformou-se num sucesso. Desde 1 de Fevereiro de 2006 até Abril de 2007 foi visitada por mais de 1 milhão de únicos visitantes que deixaram 125.000 mensagens.
Passe por e sugira aos seus filhos que deixem uma mensagem em forma de escrita ou de desenho.
publicado por MJ às 21:54
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Quarta-feira, 25 de Abril de 2007

«Notas de viagem 7»

«O Diário de Anne Frank deve ter sido um dos primeiros livros “adultos” que li no início da minha adolescência. Já conhecia, nomeadamente dos filmes americanos que devorava e do que se falava em casa, os factos mais marcantes da Segunda Guerra Mundial e sabia o que era o Holocausto. A leitura do Diário marcou-me imenso e anos mais tarde ao relê-lo senti também uma cadeia de emoções. Das vezes anteriores em que estive em Amesterdão, nunca consegui ver a Casa de Anne Frank, por isso desta vez decidi que teria de o fazer, apesar de saber que pouco havia para “ver” (a visão é um dos sentidos que mais é estimulado numa ida a um museu: no museu vê-se). Não me enganei: havia pouco para ver. Uma estante que escondia umas escadas, e um aperto no coração ao subi-las. Uns espaços pequenos, um quartinho com fotografias de actores e actrizes coladas na parede a lembrar-nos que a adolescência é sempre a adolescência, uma cozinha/sala/quarto, um sótão e a dificuldade em perceber como oito pessoas ali viviam e conviviam. Mas o detalhe que mais me impressionou e ao qual maior valor simbólico atribuí, foi um caderno manuscrito de Margot, a irmã de Anne, com os seus trabalhos e deveres de Latim. A familiaridade desse objecto, o facto de mesmo em guerra, mesmo em privação, se manter a vontade de aprender de estudar, de se valorizar, o facto de se impor uma disciplina e uma normalidade, numa altura em que qualquer um “compreenderia” a “falta de motivação”, as “dificuldades” os “desajustes” as “dissonâncias” as “frustrações” as depressões” ou outras desculpas com aval dos psicólogos de serviço é verdadeiramente comovente. Ali estava uma rapariga nova de uma família abastada a quem nada faltava e a quem o futuro sorria, perseguida, escondida, humilhada, privada da vida normal e de tantos bens materiais a que sempre teve acesso e sem saber o que o futuro lhe traria, a fazer trabalhos de Latim. De facto a casa tem pouco que “ver”, mas aquele caderno é um completíssimo tratado sobre a vida: é só querer ver.»
JCD
publicado por MJ às 00:10
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Quarta-feira, 11 de Abril de 2007

A Árvore de Anne Frank

clique no castanheiro de Anne Frank

Baseado no famoso castanheiro do Diário de Anne Frank a Anne Frank House construiu um sítio interactivo destinado à participação dos mais jovens através de mensagens escritas ou do envio de desenhos. De invulgar beleza gráfica este projecto já teve a participação de quase 115.000 jovens de todo o mundo. Infelizmente não existe a opção da língua portuguesa mas pode ser acedido através de menús em inglês, francês, italiano, espanhol, alemão e holandês. Não se esqueça de trazer aqui os seus filhos. Vale a pena.
publicado por MJ às 15:39
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