Sexta-feira, 12 de Outubro de 2007

A Vanguarda do Horror

Quando pensamos que já nada nos pode surpreender os novos sinais da barbárie causam nojo. Um grupo de skinheads e neonazis italianos de língua alemã do Tirol do Sul realizou uma excursão provocatória ao campo de concentração de Dachau onde ultrajaram a memória dos que ali sofreram e morreram, usando indumentária imprópria, fazendo a saudação hitleriana e gritando «Sieg heil». São os novos turistas do Holocausto. As fotos a seguir reproduzidas foram apreendidas pelos carabineiros de Ros di Bolzano e foram publicadas ontem pelo jornal italiano Espresso. [Com o agradecimento à Alda Maia sempre atenta ao que se passa na bela Itália.]


Reunião do Südtiroler Kameradschaftsring organização nazi que pretende a libertação do Tirol do Sul. É liderado pelo "comandante" Armin Sölva e pelo seu vice Christoph Andergassen.

Três membros do grupo em Dachau, fazem a saudação hitleriana frente à lápide que recorda o forno crematório onde foram incinerados 43 mil judeus e deportados políticos. Na lápide está gravado: "Pensa como nós morremos aqui".

 Posando no interior do museu de Dachau. Os painéis que explicam o Holocausto servem de cenário para afirmar o orgulho nazi.


 O leader do grupo junto ao monumento que recorda as vítimas do campo. Uma t-shirt mostra a metralhadora Mp 40 usada pelos SS, enquanto a outra ostenta o óbvio: "Somos criminosos convictos".


Armin Sölva e Christoph Andergassen em Potsdam diante da lápide que recorda a sinagoga incendiada pelos SA na Noite de Cristal. Foi a primeira sinagoga destruida na Alemanha. Para assinalar o incêndio os energúmenos mostram um isqueiro do NPD, partido neo-nazi alemão que mantêm contactos com o PNR português.

No museu de Dachau, sorridentes diante do poster "Unsere Letzte Hoffung. Hitler" (a nossa derradeira esperança: Hitler). Reparem no motivo da t-shirt da esquerda.


O grupo de naziskins, durante uma viagem à Austria, na cidade natal de Hitler.

Dachau, passeando diante do monumento do forno crematório com as t-shirts neo-nazis.
publicado por MJ às 21:42
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Domingo, 17 de Junho de 2007

Pio XII - culpado ou inocente?

Durante a presentação de um novo livro "Pío XII. Eugenio Pacelli, um homem no trono de Pedro", de autoria do vaticanista italiano, Andrea Tornielli, o cardeal Tarcisio Bertone, secretário-Geral da Santa Sé, afirmou que a acusação de que o Pio XII fechou os olhos ao Holocausto não passa de uma «lenda negra» e que o Pontífice trabalhou na sombra para salvar muitos judeus.
Para ilustrar esta afirmação contou que o Vaticano tentou alistar judeus nas suas forças de segurança. Em Outubro de 1943, o Vaticano pediu autorização aos alemães para constituir uma força policial – a Guarda Palatina – constituída por 1425 homens e com o objectivo de vigiar o Vaticano e os edifícios da Igreja, em Roma. As forças alemãs e os fascistas pediram o nome, a data de nascimento e a origem racial destes homens e a nossa gente disse que não, concluiu o Cardeal.
Bertone não deu outros detalhes, mas naquele mês os nazis prenderam os judeus do gueto de Roma, a maioria dos quais pareceu no campo de extermínio de Auschwitz, enquanto algumas famílias católicas arriscaram a vida para esconder algumas centenas.
Marcello Pezzetti, perito em história hebraica, mostrou-se perplexo perante as afirmações de Bertoni. «Se o Vaticano tem estes documentos deve mostrá-los», referindo-se aos documentos citados pelo cardeal que continuam secretos.
O secretário de Estado vaticano assegurou que Pio XII (cujo pontificado durou de 1939 a 1958) foi um papa "prudente", e que as razões dessa prudência foram apresentadas por ele mesmo, em 1943, quando disse que seu comportamento era "no interesse dos que sofrem, para não agravar sua situação".
O Cardeal Bertone argumentou que uma campanha da Igreja contra Hitler, então, teria carretado não apenas uma espécie de "suicídio premeditado", mas teria também "acelerado a eliminação de um maior número de judeus e de sacerdotes".
No seu livro, Tornielli conta que Hitler considerava Pio XII como "um inimigo".
Tendo pontificado nos duros anos do nazismo, Pio XII é acusado, por numerosos historiadores, de ser antisemita e de não ter elevado sua voz com mais força, contra o regime hitleriano, acusação que sempre foi rechaçada pela Santa Sé. Da mesma forma, os judeus sempre lhe atribuíram um "silêncio culposo" diante do Holocausto.
publicado por MJ às 14:30
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Segunda-feira, 21 de Maio de 2007

Universidade italiana boicota o papa do negacionismo

Foto: Robert Faurisson na conferência islâmico-negacionista de Teerão
O reitor da Faculdade de Ciência Política de Teramo decretou o fecho da sede da faculdade para impedir a realização de um seminário onde iria participar o negacionista francês Robert Faurisson.
O reitor Mauro Mattioli declarou que «é uma determinação que não queria tomar mas foi a única solução para prevenir situações de risco para os nossos estudantes e para o nosso pessoal». A decisão do reitor foi tomada após a mobilização de centenas de docentes, homens e mulheres da cultura, jornalistas e antigos deportados contra a presença do negacionista Faurisson.
Retirado das notícias da ANED por indicação de Alda M. Maia.
publicado por MJ às 21:34
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